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ARTE DE SER MOVIDO •
Soraya
Jorge
Movimento Autêntico é uma prática de movimento
que busca contemplar o ser humano em movimento e em pausa.
É um método de auto-conhecimento direto, no qual o
indivíduo tem a oportunidade de descobrir e vivenciar um
caminho em/de movimento entre o consciente e o inconsciente.
Arte de ser movido é a possibilidade de ser afetado pelo
outro enquanto movedor, enquanto testemunha, nessa prática
e na vida. Como sou tocada, movida na presença do outro,
dos acontecimentos, das experiências. Usando as palavras de
Mary Whitehouse:
“A essência da experiência
do movimento é a sensação de mover e ser movido…Idealmente,
ambos estão presentes no mesmo instante e pode, literalmente,
ser apenas um instante. É um momento de consciência
total, de união entre o que estou fazendo e o que está
acontecendo comigo. Um momento que não pode ser previsto,
explicado, “trabalhado”, e nem reproduzido exatamente”.
(artigo não publicado preparado para
o Clube de Psicologia Analítica, 1963, p.4).
Mas antes de falar mais sobre o Movimento Autêntico em si,
da prática e do que ele nos convida a investigar, quero voltar
aos anos 50 nos Estados Unidos. Mary Whitehouse, bailarina moderna,
professora de dança, foi influenciada por duas grandes tendências:
•-O
seu estudo intensivo na Escola Mary Wigman em Dresdem, na Alemanha,
onde aprendeu que para ser bailarina era necessário ter algo
a dizer e de que a base do treinamento era improvisação.
Pesquisa bastante revolucionária para época.
•-Sua
experiência pessoal em análise Junguiana, lhe trouxe
cada vez mais um interesse por simbolismos e conteúdos.
No início dos anos 60, seu interesse por dança estava
cada vez mais distante e o processo de realizar a dança é
que tornou algo interessante e instigante. Para ela a dança
era uma forma de expressão profunda, de comunicação
e revelações. Mas, a conotação que se
tinha na época era de um produto acabado. E ela, também
não via como movimentos dessas camadas mais profundas poderiam
ser repetidos em uma coreografia. Por isso resolveu tirar o termo
dança para nomear seu trabalho de Movement in Depth (Movimento
em Profundidade): “...
Um momento que não pode ser previsto, explicado, “trabalhado”,
e nem reproduzido exatamente”
(Mary Whitehouse, artigo não publicado preparado para o Clube
de Psicologia Analítica, 1963, p.4).
Essas questões levantadas por Mary são vivas em meu
trabalho até hoje e também para muitos dançarinos,
pesquisadores, educadores, terapeutas corporais, performers e atores.
•-O
que é dança?
•-Como
fazer dessa arte viva ao se repetir?
•-E
a proposta da não repetição – de se criar
na hora?
•-Improvisação
ou experiência direta?
•-Como
acessar novos conteúdos gestuais, ou do imaginário?
•-Como
se criar um continente seguro para que o novo possa surgir? O campo
terapêutico é um campo seguro, um ritual, um teatro?
•-Como
transformar os novos conteúdos criativos em arte?
•-O
que é arte?
•-A
margem fina entre educação, terapia, arte e ritual.
Essa trilha delicada, estreita, sinuosa e cheia de cruzamentos entre
conhecimento pessoal, ritual e arte tem sido um campo de investigação
em minha prática como pesquisadora e facilitadora do Movimento
com grupos e com trabalhos individuais.
Podemos observar que os estudos de Mary Whitehouse estavam baseados
na Dança Moderna, na Psicologia Junguiana, e na Consciência
Corporal e Improvisação. Para ela, trilhar esse caminho
da consciência corporal era a habilidade de fazer conexões.
O organismo humano interage com o mundo, sente, responde o tempo
todo. Como Jung, Mary acreditava que a polaridade estava presente
em todos os aspectos da vida e das emoções.Quando
escolho um caminho, um movimento, o oposto está presente
criando conflito, tensão. A dança traz em si os opostos:
aberto/fechado, estreito/largo, alto/baixo, pesado/leve.
Por isso a dança é um veículo perfeito para
a expressão, porque ela traz em si a polarização,
a tensão e conseqüentemente o relaxamento.
Chegamos assim, na Função Transcendente. Esta surgiu
da tentativa de Jung entender, mais profundamente, como o indivíduo
se relaciona com o inconsciente. O seu primeiro artigo em Imaginação
Ativa tinha o título de Função Transcendente,
escrito em 1916. O ser humano tem uma capacidade inata, um processo
dinâmico que serve para unir os opostos dentro da psique.
Um processo que traz as energias polarizadas em um canal comum,
resultando em uma nova posição simbólica que
contém as duas perspectivas – uma ou outra se torna
ambas, e/ou, se torna e. “Um movimento que surge da suspensão
entre opostos, um ser vivo que nos leva a um novo estado de ser,
uma nova situação.” ( Joan Chodorow - Jung on
Active Imagination, p.5).
Imaginação
Ativa é um método para liberar o fluxo de associação
do indivíduo permitindo experiências conscientes e
inconscientes. Um método de auto-conhecimento direto, termo
que Neala Haze também se utilizou para nomear o Movimento
Autêntico. (Neala Haze, discípula de Janet Adler, fundadora
do Autentic Movement Institute – CA). Palavras de Mary: “
... as sensações internas, permitindo os impulso tomarem
forma de ação física é imaginação
ativa em movimento, da mesmo forma que trabalhar com imagens. É
aqui que as mais dramáticas conexões psico-físicas
se tornam disponíveis para a consciência” (Fran
J. Levy - Dance MovementTherapy – A Healing Art, , p.65).
Mary acreditava que os bloqueios se localizavam nos músculos,
tecidos, articulações:
“Enquanto
a consciência participa mas não dirige, coopera mas
não escolhe, se permite que o inconsciente fale. Sua linguagem
aparece em forma de pintura ou imagens verbais que podem rapidamente
se transformar, ou discursos bíblicos, poesia, escultura
e dança. Não há limites e garantias de consistência.
Imagens, vozes internas, se movendo de uma para outra e não
são sempre conteúdos pessoais; uma conexão
universal com algo mais profundo que o ego pessoal muitas vezes
é representado através das expressões citadas
acima.”
(Fran J. Levy - Dance MovementTherapy – A Healing Artp.65).
Nessas
palavras vemos o conceito de se liberar conteúdos reprimidos
inconscientes, através do relaxamento das defesas do ego,
estas que se colocam em oposição às expressões
mais espontâneas. Vemos o desenvolvimento da consciência
– self - que observa, mas não interfere, facilitando
assim o processo de ser movido.
Barbara Hannah (1953) entende que a Função Transcendente
foi incorporada mais tarde no conceito de Arquétipo Central
que coordena a busca da totalidade – o Self.
“Muito
dos conceitos fundamentais da Psicologia Analítica de Jung
vieram de suas experiências com a Imaginação
Ativa. Por exemplo, a Sombra, o Syzygy (Anima e Animus), a Persona,
o Ego, e o Self são conceitos, mas ao mesmo tempo são
personificações de diferentes estruturas e funções
da psique”. (Joan Chodorow - Jung on Active Imagination
, p.3).
Vale
dizer aqui que todos esses conceitos Junguianos foram arduamente
desenvolvidos, trabalhados e questionados pelos seus seguidores
e também pelos que discordaram de suas teorias. Inconsciente
Coletivo – inconsciente universal. É onde estão
adormecidas as imagens humanas universais e originárias –
Essas imagens ou motivos, são os arquétipos. Ex: passos
de dança, ações ritualísticas de reza,
celebração e até mesmo situações
sociais antigas. Arquétipos “como representações
psicológicas do instinto. - explica o padrão universal
dos padrões de comportamento humano, tal como o esqueleto
que estrutura e dá base ao corpo.
"Embora todos tenhamos a mesma anatomia
e fisiologia, não há um ser idêntico ao outro.
A maneira como cada pessoa atualiza os arquétipos depende
das vivências pessoais, educacionais e socioculturais. Em
cada época, os arquétipos mudam a roupagem como que
se apresentam, embora seu dinamismo básico permaneça
o mesmo. O exemplo do arquétipo da Grande Mãe, podemos
observar que desde a época das cavernas já havia cultos
a imagens femininas de largos quadris e muitas mamas, apontadas
como criadora do mundo e deusa da fertilidade. Essa imagem sofreu
transformações ao longo dos tempos e hoje aparece
no Brasil, por exemplo, nas formas de Yemanjá e Nossa Senhora
Aparecida.
A crescente expansão do culto a Iemanjá observada
em todo o litoral é uma demonstração do poder
que esse arquétipo exerce sobra a psique do povo brasileiro.
Nesse ritual, repete-se o culto que os antigos gregos faziam à
deusa Afrodite com oferendas de flores, perfumes e pedidos levados
em barcos lançados ao mar. Para muitos brasileiros, a esperança
de renovação da vida por meio desse ritual independe
da religião e tornou-se um ritual pagão realizado
por pessoas de diferentes níveis socioculturais". (Denise
Gimenez Ramos e Péricles Pinheiro Machado – Revista
Viver/Mente & Cérebro)
A teoria dos complexos é composta de experiências pessoais
e de elementos do inconsciente coletivo/arquétipos. Joan
Chodorow, dança-terapeuta e analista Junguiana fala:
“Um
dos grandes presentes da Psicologia Junguiana, eu penso, é
a perspectiva ampla que o Inconsciente Coletivo oferece para a experiência
do sofrimento. Em isolamento, a resposta de um indivíduo
a um trauma pode ser patológico. Mas com a ampla perspectiva
do coletivo, a dor pessoal se relaciona, de alguma maneira, com
a experiência da humanidade. Com isso, a dor não vai
embora, mas é possível se restaurar a dignidade para
um sintoma caótico e desesperante. (Joan
Chodorow - Dance Therapy & Depth Psychology – The Moving
Imagination, p.125).
Continuando com o Movimento Autêntico, chegamos a Janet Adler.
Foi com ela que aprendi e vivi as experiências mais profundas
durante minha prática de Movimento Autêntico na Califórnia.
Dança Terapeuta, Ph.D em Estudos Místicos, estudou
com Mary Whitehouse e fundou o Instituto Mary Starks Whitehouse,
a primeira escola devota em estudar e praticar o Movimento Autêntico
– nome que foi dado por ela.
Em 1969, com 28 anos, Janet Adler teve a oportunidade de experenciar
o trabalho de Mary Whitehouse. Em uma entrevista a Neala Haze e
Tina Stromsted para o American Dance Therapy Journal, n.2, Fall
Winter, 1994), Janet Adler fala do que recebeu de Mary que influenciou
diretamente seu trabalho:
“O mais importante que eu recebi foi
a estrutura da forma em si. Mary foi a primeira pessoa a descrever
o Movimento Autêntico – o que é, como pode ocorrer
na presença da testemunha. Seu background como bailarina
de Wigman e de Graham, deu a ela um forte embasamento corpóreo
para os aspectos relacionados do movimento.
Os seus estudos em Análise Junguiana se tornaram a base para
sua perspectiva simbólica nas investigações
das imagens internas do movedor e da testemunha. Este breve e intenso
cinco meses que eu estudei com ela, foi minha introdução
ao Movimento Autêntico na presença de uma testemunha,
o início de meu próprio estudo e ensino da relação
entre mover e testemunhar”.
Com relação às diferenças entre seu
trabalho e o de Mary, ela descreve na mesma entrevista:
“Mary me deu muitas sementes com as
quais eu venho desde então trabalhando. Talvez, meu estilo
de ensinar seja diferente. Em geral, talvez Mary tenha sido mais
direta do que eu sou em relação ao movedor. Seu interesse
em símbolos foi um aspecto importante para o trabalho. Eu
tenho a tendência de ser mais interessada em movimento antes
e depois dos símbolos. Olhando em retrospectiva, eu percebo
que meu interesse tem sido a experiência interna da testemunha
e como essa experiência é oferecida ao movedor numa
relação dual. Mesmo agora, enquanto conversamos, eu
vejo como eu continuo a ser atraída pela misteriosa função
da testemunha na medida que essa abordagem corporal (movimento autêntico)
se expande.”
Nessa mesma época Janet Adler conheceu o trabalho de John
Weir. John Weir foi um estudioso da Psicologia da linhagem de Freud,
Wilhelm Reich, Carl Roger. Um mestre nos estudos somáticos,
em relações interpessoais e psicodinâmicas grupais.
O
centro do aprendizado de Janet com John foi a consciência
da testemunha e com Mary, a consciência do movedor. Foi também
com John que ela aprendeu a “linguagem perceptiva”.
Nessa linguagem as pessoas são convidadas a se responsabilizarem
por suas experiências, ao invés de projetarem, interpretarem
ou julgarem as experiências do outro. Essa linguagem foi para
a Janet a fonte dos seus estudos no desenvolvimento da consciência
da testemunha relacionado às projeções, julgamentos
e interpretações que John chamou de “tomar conta
de si”. Para Jung, quanto mais mergulho na pessoalidade, “tomando
conta de mim”, mais encontro o coletivo, o universal –
somos únicos e os mesmos.
"Para Jung, é na segunda metade
da vida que o indivíduo vai entrar em contato com os arquétipos,
matrizes de comportamentos herdadas enquanto espécie, do
inconsciente coletivo. Isso se dá exatamente pelo processo
de individuação, no qual ele discrimina quatro fases:
1. Conscientização da Persona – máscara
através da qual o indivíduo se relaciona com o Outro
e com o mundo.
2. Confronto com a Sombra – formada por conteúdos inconscientes
que já deveriam estar na consciência.
3. O encontro com Anima (para o homem) e com o Animus (para a mulher)
– arquétipos que trazem á consciência
sua contraparte.
4. O encontro com o Self (ou si-mesmo) – representado pelos
arquétipos do velho sábio ou da velha sábia."
(Nairo de Souza Vargas - Revista Viver/ Mente & Cérebro,2,
p.78)
Para E. Neuman e Carlos Byington, esse conceito de Individuação
permanece pela vida toda, como uma teoria de desenvolvimento. A
construção do processo a partir desse conceito se
enriquece com as quatro diferentes fontes de movimento estudadas
por Joan Chodorow:
•-Movimentos
provindos do Inconsciente Pessoal;
•-Movimentos
provindos do Inconsciente Cultural;
•-Movimentos
provindos do Inconsciente Primordial;
•-Movimento
Provindos do Self.
(Ver Authentic Movement – Essays by Mary Starks Whitehouse,
Janet Adler and Joan Chodorow – Edited by Patrizia Pallaro,
Jéssica Kingsley Publisher).
A arquitetura do Movimento Autêntico é baseada na relação
entre o movedor e a testemunha, o que Janet nomeia “ground
form”. Tanto para o movedor quanto para a testemunha, o trabalho
é desenvolver a testemunha interna, que é uma maneira
de entender o desenvolvimento da consciência – consciousness.
Nessa disciplina, a testemunha interna é externalizada, corporificada
pela testemunha e o movedor, corporifica o SELF movente. Essa relação
se desenvolve dentro do estudo de três reinos da experiência:
•-o
corpo individual
•-o
corpo coletivo
•-o
corpo consciente
O trabalho é evolutivo, mas não é linear, da
mesma forma que fenômenos pessoais e transpessoais ocorrem
na prática de cada reino. Nesse primeiro momento do corpo
individual, o movedor trabalha a vontade profunda de “ser
visto”na presença de uma testemunha. A testemunha,
fecha os olhos e aprende a escutar profundamente os seus impulsos.
A dar forma ou não as sua experiências. Descobre movimentos
autênticos e verdadeiros – porque aqui, quando são
não há dúvida. Essa atenção interna
fortalece a testemunha interna. Ao fortalecer a sua testemunha interna,
advém o desejo de ser testemunha. Aqui a pessoa aprende a
seguir o movimento físico do outro e perceber suas próprias
sensações, emoções e pensamento, enquanto
fica sentado no mesmo lugar do estúdio.
A
linguagem serve de ponte da experiência - do corpo para consciência.
Prática da clareza na palavra – linguagem perceptiva.
À medida que o trabalho se aprofunda, há mais liberdade
para diretamente entrar no corpo e na palavra. No reino do corpo
coletivo – movedores e testemunhas trabalham a vontade profunda
de participar num todo, num grupo, círculo, descobrir como
relaciono com o outro(s) sem perder a consciência de mim.
Movedores de olhos fechados - testemunhas de olhos abertos. De um
movedor para vários movedores. De uma testemunha para várias.
Estamos em círculo e antes de iniciarmos ou fecharmos o movimento,
testemunhamos o espaço vazio. O círculo se fortalece,
com cada indivíduo testemunhando o círculo “vazio”.
À medida que o círculo se expande na direção
da consciência, o terceiro reino – corpo consciente,
o trabalho começa a ficar mais transparente. Personalidade
se torna mais Presença, Empatia vai se transformando em Compaixão
e em Graça e sofrimento se torna mais suportável.
Nessa prática em direção a Presença,
do círculo vazio para o corpo, como Vaso, Continente é
experenciado como vazio. Uma nova vontade profunda – o de
oferecer. O corpo movente se torna também mais transparente,
se torna dança e a dança se torna uma oferenda. Palavras
se tornam poesia e poesia é uma oferenda. Quando fenômenos
energéticos, que também são conhecidos no corpo
como experiências diretas, se expressam através de
um corpo consciente, tornam-se em si uma oferenda – para o
mundo, desejante de consciência.
Quando o coletivo recebe e participa, somos lembrados que a disciplina
do Movimento Autêntico vem de culturas ancestrais. –
aqui, à medida que os gestos são oferecidos, há
momentos de participação para os indivíduos,
algumas vezes para o grupo todo, quando não há separação
entre quem dança e quem testemunha a dança. Questões
sobre movedor e performer, testemunha e platéia são
abordadas a partir do desenvolvimento da consciência da testemunha
interna. Performers e movedores querem ser vistos. Platéia
e testemunhas desejam ver.
Aos
poucos a experiência de ser visto se diferencia da experiência
de ser olhado, o mesmo acontece com ver e olhar. Participar torna-se
então um verbo de prática da consciência no
exercício da presença.
“O movimento autêntico se tornou uma disciplina porque
a prática desvendou uma ordem inerente, criando uma forma
com um campo teórico e um campo de estudo”. “As
raízes são diretamente conhecidas em dança,
práticas de cura/healing e misticismo”
-
Janet Adler - Offering from the Conscious Body, p. xvi.
Bibliografia:
1. Adler, Janet. Offering from the Conscious Body – The Discipline
of Authentic Movement –edit. Inner Transitons, Rochester,
Vermont, 2002.
2. Chodorow, Joan. Dance Therapy & Depth Psychology –
The Moving Imagination – Edit.Routledge, London and New York,
1991.
3. Pallaro, Patrizia. Authentic Movement – Essays by Mary
Starks Whitehouse, Janet Adler and Joan Chodorow – Edit. Jessica
Kingsley Publishers, London and New York., 1999.
4. Levy, J.Fran - Dance Movement Therapy – A healing Art –
American Alliance for Health, Physical Education, recreation and
Dance, 1988.
5. Chodorow, Joan - Encountering Jung – Jung on Active Imagination
– Edited and with an Introduction by Joan Chodorow - Princeton
University Press, New Jersey, 1997.
6. Jung – A Psicologia Analítica e o Resgate do Sagrado
- Coleção Memória da Psicanálise,2.
Edit. Viver mente & cérebro, 2005.
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